terça-feira, 28 de julho de 2009

"I know who you are and I don't love you anymore"

Isto é algo que me faz pensar (mais um "algo"... xD).
Nunca vos aconteceu? Não precisamos de estar a falar literalmente de amor; podemos estar a falar de amizade, de simpatia, de qualquer sentimento bom para com outra pessoa. Para nós, essa pessoa é construída por qualidades que apreciamos e que, a cada segundo que passa, nos fazem ter vontade de a conhecer melhor, de estar mais perto dela. E começamos a gostar dessa pessoa...
Que ilusão! Gostamos de alguém que criámos na nossa imaginação...! A princípio, essa pessoa parece corresponder àquilo que nós queremos...Tão felizes que nós estamos! E qual não é a nossa desilusão quando, como um pedaço de barro, essa mesma pessoa se vai moldando de forma diferente, tomando uma forma que nós não lhe conhecíamos...Estúpidos e inconscientes, tentamos impedir o que não se pode impedir - que a pessoa tome a sua verdadeira forma! Como é que se faz com o barro? Acrescenta-se água? Juntamos mais barro fresco? Pois é isso que nós fazemos: acrescentamos água e juntamos mais barro fresco... Mas nada impedirá que a peça assuma a sua forma final. Uma peça ressequida, feia, sem graça, tão diferente da nossa primeira ideia... Afinal, o que para nós parecia uma obra de arte, não passa de uma peça que permanecerá ao fundo da prateleira da olaria para sempre...
Eu já não a quero levar. Prefiro levar as peças que vejo já feitas e que sei que são verdadeiramente daquela maneira. Podem até ser mais feias e imperfeitas do que a minha peça rejeitada - mas eu sei que elas são assim - não me desiludirão.
Deixando o barro, acho que a conclusão é esta : primeiro conhecer e depois amar, gostar, simpatizar...não inverter a ordem das coisas.
=/
" I know who you are and I don't love you anymore " , "Everybody's fool", Evanescence
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domingo, 26 de julho de 2009

Fico por aqui esta noite

Observar é uma capacidade fantástica, quando se sabe utilizá-la. É-o ainda mais quando acontece involuntariamente.
Aconteceu, por mero acaso, olhar pela janela há uns minutos atrás. O dia estava naquela fase em que já não havia luz, mas também não havia escuridão. O céu cobria-se de um azul que não era claro, mas também ainda não era escuro; não havia nuvens (eu, pelo menos, não vi nenhuma) e este céu primava por uma uniformidade quase inimaginável...
E, de repente, senti-me inspirada. Inspirada por toda aquela calma, toda aquela magia que provinha de uma paisagem à qual eu tantas vezes sirvo de público, mas que raramente é por mim aplaudida...
Resolvi observar os pormenores.
Notei que, para além daquele azul dominante, o laranja estava também bastante presente - nos candeeiros de rua (onde conseguia distinguir uma melga que passava de vez em quando, destemida), nos quadrados longínquos que são as janelas de casas de alguém... Os prédios da vizinhança, robustos e implacáveis, mantinham a sua posição. Gritavam de vida por dentro mas, por fora, estavam mortos. E observei ainda as árvores. Os seus ramos e folhas moviam-se quando tocados pela brisa nocturna, que ainda era considerável. Dizer que as árvores pareciam "dançar" ou "cantar" soa muito a cliché... mas era algo do género... Estariam talvez a ter uma simples conversa. =)
A pouco e pouco ia anoitecendo, mas eu continuei a observar. Na pequeno troço de estrada que existia no meu campo de visão, os carros corriam em busca do seu destino. No passeio, esporadicamente, alguém passava: um casal de idosos, um casal de meia-idade e o seu filho, duas amigas... Acredito que ninguém me viu - sentada no chão, com o computador ao colo, a janela da varanda entreaberta, deixando o fresco da noite passear pelos cortinados e pelas minhas pernas. A janela era uma barreira entre mim e este princípio de noite que me fascinava.
De repente, senti a necessidade de o ir viver para outro sítio: fora de casa, fora desta zona, fora deste país... Para o sítio que me proporcionasse aproveitar esta noite ao máximo. Passaram-me pela cabeça muitos sítios, sítios onde eu pensava que esta noite encaixaria perfeitamente e onde eu queria estar. Quando a brisa nas minhas pernas sopra mais forte, quase parece que já estou num desses sítios. Não vou fechar os olhos para tornar esta ilusão mais real - ela torna-se mais real se eu os conseguir abrir ainda mais...! E, através deles, chegar lá.
Já é noite, definitivamente.
Muita coisa em mim nesta altura... muita pressa, muita ânsia de sair, de viver...
Fico por aqui ... esta noite ;)
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Carrossel

Não estamos sozinhos no mundo - quanto mais rapidamente percebermos isso, mais hipóteses teremos de deixar de complicar o que nos rodeia.
Se quisesse transformar esta ideia numa imagem, talvez escolhesse um carrossel...
Pensamos que andamos às voltas sem destino, agarrados a algo que nos torna infantis e ridículos, a algo a que mais ninguém liga...E andamos tontos, enjoados... Parece que fora do carrossel é que está a diversão, a realidade, a verdadeira VIDA..! Mas nós lá continuamos às voltas...
Em que boneco do carrossel vou?
Não sei.
O cavalo, que sobe e desce?
A chávena, que gira sem parar?
O carro, com quatro lugares vazios?
Ou um daqueles seres verdes com orelhas gigantescas, saídos não sei bem de onde (talvez de algum desenho animado) ?
Opto pelo cavalo - o mais tradicional, o mais estável.
E continuo à roda, à roda...!
E de repente apercebo-me de que, afinal, não estou sozinha no carrossel! Será que já estou tão tonta, tão confusa, que julgo ver aquilo que, na realidade, não está lá..? Não creio... A cada volta que passa (a cada insuportável volta que passa) tenho mais certezas em relação às pessoas que me acompanham no carrossel. Elas estão lá - não estou sozinha. São pessoas que eu amo, adoro, gosto, conheço bem, conheço mal ,conheço de vista, não gosto, odeio, ignoro...
E lá andamos todos num carrossel infernal!
De vez em quando, uns vão saindo, outros vão entrando...Os que saíram, umas vezes voltam pouco ou muito tempo depois, ou então não voltam. Eu, como que embalada naquela agonia de girar, permaneço no carrossel. Já não oiço nada, já não vejo nada...
E, de repente, farto-me!
Já chega deste desespero! Não aguento mais este girar infinito! Não consigo sequer esperar que o carrossel páre, no término de uma volta e começo da seguinte... Salto, como louca, para fora daquela tontura!
E fico deitada no chão...Um pouco cansada, mas, finalmente, livre!
Sigo em frente, para onde as luzes e os barulhos me chamam, para onde há vida sem tonturas... Lanço um último olhar ao carrossel...
Parece girar mais tranquilamente, agora.

(Em relação à imagem que escolhi, penso que se adequa bem ao texto, apesar de não ser o tipo de carrossel que eu estava a imaginar - mas fiquei tonta, só de olhar para uma imagem de um carrossel desses =p)

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sábado, 25 de julho de 2009

Pensar na "Festa na Praia" =)

Para fazer qualquer coisa com jeito nesta vida é preciso pensar...Certo. Mas nem sempre queremos "fazer coisas com jeito". Por vezes, quando não se trata de um assunto muito sério, as "coisas sem jeito" sabem melhor, são mais autênticas (principalmente quando somos jovens e a adrenalina de viver é mais natural do que respirar =p) E, mesmo quando queremos fazer algo com jeito , pensar só atrapalha. Isto no meu caso particular, que penso em demasia. Seria mais proveitoso passar logo à acção! Não, em vez disso, perco-me a pesar os prós e os contras..! E onde fica aquilo que realmente interessa? Algures disperso no meio das incertezas... Não pode ser - isto é um desperdício de tempo e de forças. Não há nada mais frustrante do que apercebermo-nos de que nos preocupámos com algo a que mais ninguém deu importância! No entanto, ninguém agiu de forma errada... apenas de forma diferente..! Pensar é um exercício complicado que, talvez, só com experiência e não muita prática (de preferência =p), se executa correctamente. Pensar é o antecedente de agir (admito, mal seria se assim não fosse)... Mas, por vezes, ofusca a verdadeira essência do agir... Tem a capacidade de nos tornar fortes ou fracos, conforme lhe apetece e conforme nós o permitimos: fortes quando pensamos e o que pensamos não interfere negativamente com aquilo que realizamos ; fracos quando nos deixamos dominar pelo pensamento e desvalorizamos a acção..!

Bahh xD já nem eu percebo o que é que estou para aqui a escrever...! xD

Pensamento a mais, de certeza... =') Resulta nisto... =)

Então, se tenho que pensar, mais vale pensar em "Festa na Praia"... A música, a areia, a noite, o Verão...desligam os pensamentos...por um momento que seja =')

http://www.youtube.com/watch?v=2w--fJDFjMA

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Caminhos e mudanças...

Há alturas em que é necessário mudar.
Mudar não necessariamente porque estamos num mau caminho, num caminho errado... Por vezes, o caminho que seguimos é até bastante sólido e seguro... Mas sentimos que queremos mudar.
Uma coisa que me confunde é a imensidão de caminhos que temos à nossa disposição! É uma rede de autoestradas sem fim! =p E enquanto alguns identificamos, quase imediatamente, como de pouca importância, outros há que se nos apresentam tão aliciantes e prometedores que semeiam em nós uma dúvida permanente...! Qual escolher? O que valerá mais a pena, afinal de contas: a partida, o caminho ou a chegada? Por que lutar? ...
E perante estas indecisões, preferimos não mudar. É mais cómodo seguir, como que sonâmbulos, pelo caminho que alguém traçou por nós e para nós e que aceitámos seguir, ou pelo caminho que nós mesmos escolhemos, mas numa altura completamente diferente da que vivemos agora, onde as ambições já não são as mesmas...
Acho que se deve fazer uma pausa no caminho que seguimos, olhar à volta, sentarmo-nos no chão e perguntar bem alto: " Então, mudo ou não mudo?" E esperar que a resposta surja, bem clara, em nós (não importa muito de onde ela vem, neste momento).
Sinceramente, acho que uma mudança vale a pena e traz consigo coisas que procuramos há muito, coisas que não encontrávamos no outro caminho. É certo que pode também trazer coisas que não queremos... Mas essas coisas não apareceriam igualmente à nossa frente, se o caminho fosse o antigo..? =S E esta mudança não tem que significar mudar a pessoa que somos, de um momento para o outro - até porque mudar uma personalidade é algo que se pode conseguir à superfície, mas muito dificilmente no interior... A mudança passa mais por um esforço para "limar arestas"...
Então porquê o medo de arriscar?
Reunir a força necessária, não esquecer o que é importante, quem somos e.... mudar.
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quinta-feira, 23 de julho de 2009

Livros...

Hoje decidi pegar nos livros escolares que me acompanharam em momentos tão intensos neste ano que passou e guardá-los no sótão, onde farão companhia a outros tantos que lá descansam as suas páginas há já alguns aninhos. Assim, dirigi-me ao armário do meu quarto e peguei nestes manuais escolares (com a ajuda de mais um par de mãos =p) e subi as escadas do meu prédio, até ao sótão. Este encontra-se quase "lotado", mas, com um bocadinho de boa-vontade e imaginação, lá lhes arranjei um cantinho. Ao vê-los assim, tão quietos para a eternidade, não me pareceram as mesmas folhas que se arrastaram atrás de mim neste ano que passou...Sempre tão vivas e agitadas (como eu). Na minha mochila, no meu quarto, na escola, viveram comigo...E agora ali estavam - um monte de papel parado! Senti que, com esta arrumação, terminava mais uma etapa desta corrida da minha vida. Ali, naquela prateleira, eu arrumava livros, experiências, desejos, sonhos, risos, lágrimas, conhecimentos - arrumados na prateleira do meu coração e da minha cabeça... Olhei para as pilhas de livros que se acumulavam ali por perto...Como sempre, não resisti a folhear um ou dois... E, ao olhar para a minha letra (tão perfeita antes e tão desenfreada agora), para os meus apontamentos nos livros (tão coloridos e infantis antes e tão sérios e importantes agora), percebi quantas etapas eu tenho passado! Percebi que as tenho passado umas vezes bem, outras vezes não tão bem; umas vezes demasiado rápido, outras vezes demasiado devagar; umas vezes aproveitando-as, outras vezes desperdiçando-as... Mas tenho passado por todas elas e continuo na minha corrida... Sem meta, talvez... Mas na minha corrida.
Saí do sótão. Tanto pensamento profundo não se coaduna bem com o Verão =p ...
Entrei novamente no meu quarto. O armário vazio, esperando o preenchimento do novo ano. Coloquei lá os livros que me acompanharão daqui a uns meses. Mas pus só os livros. Não pus as experiências, os desejos, os sonhos, os risos, as lágrimas nem os conhecimentos - porque tudo isto é mais autêntico quando não programamos a sua entrada na nossa prateleira; é-o quando nos deixamos surpreender pela sua presença...!
Por agora é Verão ='D
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terça-feira, 21 de julho de 2009

A nuvem negra

Está cada vez mais perto. A nuvem negra. Eu não queria que ela viesse, mas acabou por dar o ar da sua graça. Estava tão bem sem ela...! Assim que o tempo começou a ficar instável, estranho, melancólico...Assim que o azul tomou tons de cinzento...Eu percebi que ela vinha aí.
A nuvem negra.
Vi-a a aproximar-se, impotente. Queria combatê-la, mas não tinha forças para isso. Aliás, para mim era certo que, mesmo se a conseguisse combater por algumas horas, só teria ganho um adiamento - ela voltaria assim que pudesse...E não tardaria muito.
Então, fraca, deixei que a nuvem tomasse conta do que era o meu território e que eu tinha conseguido manter seguro e estável durante tanto tempo...!
A nuvem foi devastadora - destruiu, desmoronou, enervou, arrasou, deitou por terra sonhos que estavam lá no alto mas que, afinal, deviam ser feitos de vidro muito fino.
Eu vi tudo isto.
E assim como senti, momentos antes, o azul tornar-se cinzento, também agora senti o cinzento tornar-se azul! Lentamente, comecei a sentir-me melhor. Reparei que a nuvem cinzenta se estava a afastar (até quando?). Quero impedir que ela volte. Mas ela vai voltar. É cíclico.
(Talvez volte para destruir o vidro muito fino...)
O truque é saber viver tanto no azul como no cinzento.

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segunda-feira, 20 de julho de 2009

A imperfeição do "Não"

Muita gente diz "Não", com enorme frequência, mas pouca dessa gente sabe, efectivamente, dizer "Não". Trata-se de uma simples palavra, por vezes acompanhada de alguns argumentos ("Não quero", "Não gosto", "Não me apetece", "Não vou", "Não fiz" ), mas traz consigo sentimentos cruéis.
Se somos nós quem ouvimos o "Não", ficamos ofendidos, magoados... Achamos, também, que quem nos diz "Não" está a ser mal-agradecido, ingrato, mal-educado, bruto. E mesmo quando são arranjadas desculpas, sabemos identificar um "Não" bem à distância...
No entanto, se somos nós a pronunciar a "maldita palavra negativa", pensamos que temos razão na nossa opção, que não nos devemos sujeitar a algo que não queremos e que o outro alguém deve saber aceitar a nossa escolha...! E, claro, quando inventamos desculpas, achamos (ou fingimos achar!) que ninguém as identifica... xD
Situação complicada, esta do "Não"...!
Ainda não se inventou a maneira de se dizer "Não" sem que haja alguém que fique triste...Parece-me inevitável, mas não deveria ser assim... Por mais que se explique, dialogue, um "Não" significará sempre o alívio de uns e as lágrimas de outros... =S
Era importante haver algo no "Não" que servisse de "amortecedor"...
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Passeio matinal =)

Sair de manhã cedo não é algo que eu faça de livre vontade. Claro que o faço durante a maioria do ano, visto que o dever fala mais alto... No entanto, nas férias, quando não há actividades programadas para esta altura do dia, costumo optar por ficar a "preguiçar" mais umas horinhas... =p
Hoje tive que sair de manhã.
Embora me tenha custado levantar da cama (já sabem que começar é sempre o mais difícil ;) ), assim que me encontrei na rua, senti-me bem. Senti a brisa matinal soprar sobre mim, trazendo consigo todas as possibilidades de um novo dia que começa... Caminhava pela rua e as pessoas pareciam-me todas mais leves, menos preocupadas consigo mesmas ou com tantas outras coisas, e, também elas, caminhavam despreocupadas na sua rotina matinal. O sol brilhava já forte mas ainda inofensivo, numa claridade inocente. No meio de toda esta calma e paz, consegui prestar atenção a pormenores que, até aí, me passavam um bocado ao lado: a senhora que limpa o vidro da janela, o carteiro que cumpre a sua importante missão de ligação entre remetente e destinatário, o cheiro do pão quente que sai da padaria, enquanto alguns dos moradores mais madrugadores da cidade já aí tomam o seu pequeno-almoço (a famosa torrada e meia de leite =p) .
No meu regresso a casa, sinto-me preparada para este novo dia que, cedo, se prometeu verdadeiro. Sim, penso que verdadeiro é um termo adequado... Verdadeiro porque foi algo que me fez sentir, pensar e escrever...!
Ao fim e ao cabo, parece que foi melhor levantar-me cedo do que ficar a dormir!
Mas não quero que isto se torne um hábito. Porque os hábitos, ao fim de algum tempo, tornam-se aborrecidos, monótonos, e tiram toda a piada a algo que é mágico .... Como andar pelas ruas da cidade, de manhã.
Sim, acho que, na maioria dos dias, vou continuar a dormir até tarde...!
=D
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domingo, 19 de julho de 2009

Começar

Hoje comecei um blog.
É um começo de algo novo, algo que eu me proponho a fazer, algo que me pertence e, como tal, algo pelo qual eu assumo uma certa responsabilidade. Não considero os começos partes fáceis da vida. Transportam sempre consigo inseguranças das quais eu não gosto, mas que também não consigo evitar! Talvez seja mesmo esse o objectivo dos começos - fazer-nos vencer os nossos receios e descobrir novos gostos e talentos... Ou então, pelo lado mais negativo (mas que não merece ser desprezado) mostrar-nos que não estamos no caminho certo e que precisamos de procurar um outro começo... Porque há sempre outro começo! Se aquilo que hoje penso ser correcto se revelar, mais tarde, o maior erro da minha vida, posso remediá-lo: esquecer, alterar, pedir desculpa... Acima de tudo, é importante não ter vergonha do que fizemos, mas saber admitir que não somos perfeitos e que podemos errar... Fazer planos para o futuro, mas estar consciente de que planos são mesmo isso: planos... A realidade pode ser algo muito semelhante ao nosso plano, mas não será, certamente, igual... Pode ser pior ou pode ser melhor! Se for pior, precisamos de saber lidar com as nossas frustrações, o que nem sempre é fácil , e encontrar o tal "outro começo" ; se for melhor, basta simplesmente aproveitar... =)
E assim começa o meu blog.
( É um começo.
Pertence-me.
Eu assumo responsabilidade por ele.
Este texto não foi fácil de escrever... =S
Não consigo evitar as inseguranças em relação às palavras que escolhi... Quem o ler gostará? Não gostará? Achará maravilhoso? Achará horrível?
Será este o meu começo?
Se não for este, qual será?
Este texto não é perfeito.
Eu tinha um plano para este texto, mas o meu plano não se realizou... Atrevo-me a dizer que não ficou nem sequer parecido ao que eu queria que ele fosse... Muitas ideias, muitas dúvidas...=/ Não sei se ficou melhor ou pior...)
Talvez o início de um blog seja mesmo assim...
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