" Saying something that I should have never thought..."
domingo, 31 de julho de 2011
[ALGARVE]
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INTROVERÃO 2011 HAVAIANO
:'D
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Nós estivemos no Havai :')
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quarta-feira, 27 de julho de 2011
" Ali, naquele mar sereno mas nunca em calma, sobre aquela silenciosa besta que retesava os músculos preparando-se para o abraço polar, sob os milhares de estrelas que testemunhavam a frágil e efémera existência humana, soube por fim que eu era dali, que, mesmo que faltasse ao encontro, andariam sempre comigo os elementos daquela paz terrível e violenta, precursora de todos os milagres e de todas as catástrofes. "
Luís Sepúlveda in Mundo do Fim do Mundo
Eu sou dali. Somos todos, só que alguns demoram mais tempo a descobri-lo. Eu já descobri que sou dali. E não quero ser de outro sítio senão dali.
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terça-feira, 26 de julho de 2011
" Quem se limita a viver o momento, o dia a dia, não tem dúvidas. As dúvidas são para quem pensa no futuro. A dúvida é, por isso, saudável. É a vida. "
in Revista Única
Uma visão positiva do que nos atormenta a cabeça, massacra o pensamento e atordoa as decisões. Queremos eliminá-las mas afinal elas são a vida.
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quinta-feira, 21 de julho de 2011
" Estar em minoria, mesmo sendo uma minoria de um só, não era sinal de loucura. Havia a verdade e havia a mentira, e quem se agarrasse à verdade, nem que fosse contra o mundo inteiro, não passaria a ser louco por isso."
George Orwell, "Mil Novecentos e Oitenta e Quatro"
Aquela pessoa não é louca por ir contra o mundo inteiro, sozinha, sem ajuda. No íntimo, há quem lhe chame pior que louca mas é só porque ela tem a loucura que falta a quem se deixa ficar para trás para ser arrastado pela multidão em fúria que segue, em massa, no sentido contrário à pessoa louca.
Chamem-lhe louca mas ao menos ela agarra-se à verdade e voa com ela. Sobrevoa a multidão que a queria atropelar. A multidão agarra-se à mentira e enterra-se com ela. Desaparece para o profundo que nunca mais a vai deixar respirar.
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" Quem mais firmemente acredita na conquista do mundo são os que a sabem impossível "
George Orwell, "Mil Novecentos e Oitenta e Quatro"
É o gozo de pensar o inalcançável, tão perfeito, tão inquebrável, tão próprio. Acredita-se simplesmente porque se tem a certeza de nunca chegar lá. Sabemos que, se um dia, porventura, lá entrássemos, a desilusão seria pouco. O cansaço arde quando nos aproximamos do idealizado. Desistimos a meio do caminho, só porque sabemos que a meta nunca será cortada. Então é o gosto de acreditar no impossível - e ninguém nos vai criticar por isso, e ninguém vai escarnecer do nosso falhanço, e o sentimento de dever cumprido é tão intenso. O impossível nas inúmeras possibilidades. A única coisa em que acreditamos porque sabemos que acreditar não traz consequências. Podemos acreditar até ao fim só pelo facto de não haver fim. Assim, a crença é eterna. Os horizontes crescem sem limites.
O impossível é o melhor que há para se acreditar.
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terça-feira, 19 de julho de 2011
BOM ALBUFEIRA, MEIO MILÃO, 2011, FUCK:'D
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sexta-feira, 8 de julho de 2011
" (...) os livros melhores são justamente os que nos dizem aquilo que já sabemos. "
George Orwell, "Mil Novecentos e Oitenta e Quatro"
A verdade está sempre diante dos nossos olhos, por mais que pareça que não. Nada no mundo é novo. A pólvora já foi descoberta, será difícil descobrir outra. É mais do mesmo. Nada se cria, tudo se transforma, como se diz de cor. Mas a sensação é diferente quando lemos aquilo que vemos todos os dias, a toda a hora, de tantas formas. As palavras escritas materializam a realidade e conferem-lhe razão. Pensamos: "Que frase bonita". É uma frase simples, comum. Brilha pela sua simplicidade. Então, porque sempre soubemos o que ela diz mas nunca nos apercebemos realmente do seu conteúdo, ela é, para nós, a melhor frase do mundo. As coisas descomplicadas sabem bem. Não nos são estranhas porque as entendemos e, principalmente, porque as sentimos. Estão integradas na nossa vida. Ninguém gosta daquilo que não percebe, daquilo que não sente, daquilo que não conhece. Constatar o óbvio traz sempre um sentimento de conforto, de segurança.
Estamos em casa.
@[Identificar o Óbvio]
quarta-feira, 6 de julho de 2011
«So promise me only one thing, would you?
Just don't ever make me promises»
Promises, promises - Incubus
Escrevemos muitas vezes em papéis timbrados e selados. Associamos a nossa assinatura a muitas causas e, assim, comprometemo-nos. Juramos. Damos a nossa palavra e, mais que isso, damos a nossa palavra de escuteiros (coisa que todos fomos). Assumimos compromissos. Seguimos religiosamente promessas.
Prometemos.
Vou-te fazer a pessoa mais feliz do mundo
Vou-te matar
Vou-te buscar às oito
Amanhã passo por tua casa
Nunca mais falo contigo
Eu empresto-te esse DVD
No próximo fim-de-semana vamos dar uma volta à praia
Hoje faço o jantar
E fazemos tudo isto, e não fazemos nada disto. A promessa é só um acto social. No fim, pode ser cumprida mas, se não o for, as consequências não são graves. Melhor: as consequências não existem. A resposta é fazer promessas para nós próprios. Assim, elas existem mas não correm o risco de se tornarem fraudes.
Promete-me isto.
@[Identificar a Promessa]
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Nível A1 de Espanhol feito com a classificação de 17 :D
!Encantada!
@[Identificar o Espanhol]
O momento fugiu sem que eu o conseguisse apanhar. Nem sequer escapou por entre os dedos, foi mais rápido que isso. Quando dei por mim, já não dei por ele. Era o avião luminoso que se afastava no céu negro da noite. Era a leve ondulação do rio que não dura muito e passa despercebida. Era a leve brisa de vento que só foi capaz de abanar três ou quatro folhas de uma árvore. Era o brilho da cidade do sítio onde eu a vejo, do sítio onde estou. Percebi que já não valia a pena. O momento fugiu. Não sei que jogo estou a jogar: não sei se é à apanhada, não sei se é às escondidas. Acho que já não tenho idade para jogar estes jogos, pelo menos publicamente. O momento obriga-me a jogá-los. Obriga? Quem foge não dita obrigações. Quem se esconde também não. Fugi também eu. Fugi para um sítio onde o momento não me vai poder encontrar. De certo modo, brinco à apanhada e às escondidas ao mesmo tempo, num só jogo, e nem dou por nada. Permaneço na ignorância e só vocês o sabem. Ninguém sabe para onde eu fugi. Se, por causa de uma qualquer fuga de informação, alguém descobrir para onde eu fui, não me preocupo muito com isso: mesmo que saibam onde estou, estando lá, não vão saber onde me escondi. Por isso, não adianta muito saberem o primeiro dado. Agarrei a paisagem que me faz sentir tão bem. Também ela era uma fugitiva. Aparecia durante uns minutos e depois evaporava-se. Bem, ela não se evaporava; o que desaparecia era a sensação e o pensamento que ela provocava. Desaparecia o momento, no fundo. Era um daqueles momentos fugitivos, que atacam forte mas morrem depressa. Daqueles que queremos agarrar para serem nossos para sempre mas que nunca serão de ninguém. São só deles próprios. Queremos sentir-nos sempre daquela maneira, mas isso é impossível. A emoção repete-se noutros contextos, tão distintos entre si. E, de certa forma, é essa a piada. É disso que gostamos.