domingo, 30 de maio de 2010

If it was easy, it wouldn't mean nothing...
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Tinta

Disfarça imperfeições.
Dá cor àquilo que não a tem ou já a perdeu.
Passa um pincel por cima disso tudo.
Baldes e baldes como no Paint.
Desenha a stencil formas divertidas.
Barbot.
Torna imortal este meu desenho, porque eu desenho palavras. A stencil.
Ah Ah Ah
Cheira-me a pinturas de Verão.
Segunda demão. (Esta palavra podia escrever-se separada)
Tinta. Tinta. Tinta.
Transforma-te em lápis de cor, de cera, marcadores, guaches, aguarelas. Ganha forma.
Não te confundas na tela do pintor, sabes que ele te vai querer dar a volta.
Diz-lhe que desenhe a carvão.
Elogia Dalí e toma o pequeno-almoço com o Picasso.
Enquanto isso, continuarão a existir baldes de tinta a cheirar a um fresco tóxico.
Tinta, pinta as paredes do meu mundo e faz um desenho para mim.
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sábado, 22 de maio de 2010

Porque ontem à noite não existiu mundo para além do Palco Mundo @
Ivete Sangalo

John Mayer

Shakira

21 DE MAIO DE 2010
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quinta-feira, 13 de maio de 2010

"Nunca afies um boomerang."
(xD)

É importante não esquecer a lógica das coisas...

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terça-feira, 4 de maio de 2010

Aeroporto (avião)

Maravilha-me o brilho do chão deste aeroporto. O tecto é tão alto e delineado e as paredes não existem, de tão finas e transparentes que são. Olho à volta e tudo o que vejo são destinos. Escritos em painéis electrónicos, dependurados em malas de viagem, pronunciados em dialectos que não conheço. Pergunto a mim mesma qual destes destinos que me rodeiam será o meu. O bilhete que tenho na mão não me dá nenhuma pista. Se calhar o melhor é deixar-me ir na passadeira rolante. E lá vou eu.
Vou.
Vou
Vou.
Vou.
Cheguei.
Três portas de embarque.
Aquela que é a minha primeira opção está encerrada por tempo indeterminado. Não me dá sequer uma hipótese. Não gosto de coisas fechadas por tempo indeterminado (ilimitado...) e sigo para a minha segunda escolha.
Uma hospedeira falsamente simpática (ou simplesmente antipática) barra-me atenciosamente o caminho. Obrigada.
Sigo para a terceira escolha: porta aberta e ninguém à porta. Aliciante. Entro e percorro aquele caminho de desespero até ao avião. Entro no avião que, surpreendentemente, se encontra cheio...parece que muita gente não gosta de portas fechadas nem de falsas atenções.
Sento-me no primeiro lugar vago - como o bilhete teima em não me fornecer nenhuma informação, assumo que não há qualquer problema em escolher livremente o lugar.
À minha volta, não conheço ninguém. Ah, espera, parece que conheço aquela pessoa...Oh, afinal não. Fiz confusão.
O avião descola e desloca-se (troca-se um 'C' e um 'L' de posição e o avião também se vai movendo...que coisa engraçada: duas palavras semelhantes e um avião).
Penso que é pena não ter ficado à janela.
Paciência.
Vou-me lembrando do brilho do aeroporto (o último sítio em que estive antes do destino indefinido) e adormeço.
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