sábado, 30 de outubro de 2010

(hoje estou numa de frases...)


" Numa noite chuvosa, se não tens ideia do que fazer, vive simplesmente cada momento."

João Chaves, emissão de ontem de Oceano Pacífico (RFM)
(Não faço ideia se as frases do João Chaves provêm de apontamentos da faculdade...)


   Se se tiver que pensar num programa de rádio associado à noite (seja ela chuvosa ou não), Oceano Pacífico é, certamente, o primeiro que nos vem à cabeça. A voz de embalar do locutor João Chaves é marcante e, na emissão de ontem, proferiu a frase que acima citei.
   É uma frase cliché. Sim, é. Consiste numa forma alongada de expressar o ainda mais cliché Carpe Diem. (Qual é o teu lema de vida? Carpe Diem.) Então, perguntam, qual a razão pela qual publiquei eu esta frase? Porque cheguei a uma conclusão - uma conclusão possivelmente óbvia e já alcançada por outros, mas enfim... - as frases cliché não são acções cliché. Clarificando o termo cliché, concluimos que designa algo constantemente repetido, bonito de dizer e cujo sentido se torna, por consequência, bastante óbvio e previsível (o dicionário dirá algo semelhante a isto). Ora bem, acontece que estas frases cliché que enfadam tanto, por serem aquilo que é mais corrente dizer, não se transformam nas coisas mais correntes de fazer. Todos achamos que "viver cada momento" é uma junção de palavras básica, muito batida e quase a rondar o significado vazio. No entanto, talvez nunca tenhamos realmente posto esta frase em prática...Talvez a teoria seja básica porque não pensamos que pode haver prática, porque nunca a experimentámos.
  Teoria : "Viver cada momento" - fácil de dizer, fácil de escrever, fácil de aconselhar.
  Prática: "Viver cada momento" - acção nunca/raramente/pouco frequentemente praticada.

   Descobri esta dualidade das frases cliché e, no fim de contas, não sei bem para o que me serviu...Cliché, certo?

   Se calhar, em noites chuvosas, mais vale inverter um bocadinho as coisas e ouvir a Rádio Orbital... Deixar o Oceano Pacífico para as noites que, em vez de terem chuva, têm sol... Essas são mais dadas a pensamentos filosóficos.

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   "Humans are animals possessing the world."

Frase que encontrei durante o estudo (perdida nas fotocópias já não sei bem de que cadeira), memorizei e, agora, não consigo identificar correctamente a fonte. Por isso ficou esta coisa esquisita (porque mais vale explicar do que plagiar). No entanto, posso garantir que a frase, essa, está correcta.


Somos uma espécie de dinossauros com esperança de ter um fim diferente... E com uma habilidade tremenda para transformar esperanças em certezas.


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terça-feira, 19 de outubro de 2010


"Sempre chegamos ao sítio aonde nos esperam."

O Livro dos Itinerários


   Aonde é que me esperam? Eu sei - depois da passagem de nível. Ninguém me disse que era esse o sítio, posso dizer que descobri sozinha (como se mo tivessem sussurrado em sonhos).
   O sinal está vermelho. Eu vou a pé mas, mesmo assim, espero. Subitamente, o sinal fica verde. Era o mais normal de acontecer mas, mesmo assim, sou apanhada de surpresa. Agora posso avançar, não há desculpa extrínseca que me impeça. No entanto, fico no mesmo sítio.
   Todos à minha volta iniciam a travessia. Há quem passe à vontade, há quem já tenha que dar uma corridinha  e outros há que já passam mesmo no limite possível (sempre assim).
   A cancela fecha, o sinal, de verde passa para amarelo e depois para vermelho.
   É estranho, porque o comboio não vem lá. Tento descodificar este enigmático acontecimento. A cena repete-se e sempre o comboio sem aparecer. Será que esta é a linha do comboio fantasma?
   Não sou a única que me apercebo deste facto e, como tal, há já quem passe com o sinal vermelho na sua plenitude, sem sequer se dar ao trabalho de acelerar o passo.
   Eu não sou capaz de tal imprudência. E se aparece o comboio fantasma? E se, e se, e se... Horas e horas depois e aqueles carris ainda não foram pisados. A tabuleta nada soft do aviso "PERIGO DE MORTE" também não é grande ajuda... Começo a desesperar naquela indecisão (e o sinal sempre a mudar de cor: verde-amarelo-vermelho, verde-amarelo-vermelho... e às vezes troca: verde-amarelo-vermelho, verde-amarelo-vermelho...).
   Nisto, nasce uma ponte mesmo por cima da passagem de nível (que possibilita, para mim, exactamente uma passagem para outro nível). Ponte estável, segura. Não penso, não verifico a existência de tabuletas intimidantes e atravesso-a.
   Finalmente cheguei aonde me esperam. Por outro caminho, atrasada, mais cansada... mas cheguei. Espero sinceramente que ainda lá me esperem, de preferência com uma tabuleta... com o meu nome.


Cheguem aonde vos esperam ^^


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terça-feira, 12 de outubro de 2010

   Tenho saudades de sair às 16h , à quinta-feira, da aula de Psicologia, e formar um acampamento de ciganos na varanda (de preferência a apanhar solinho), sentados em roda, a rir de qualquer coisa estúpida ou a falar de algo extremamente profundo, sair de lá e (talvez) passar pelo bar para, invariavelmente, chegarmos à aula de Moral já depois das 16:15 @



Sou uma universitária feliz, cheia de saudades do Secundário :')


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segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Ser um num milhão

    Somos um num milhão quando nos perdemos num mar de gente. Esse mar não ondula, mas grita (os mais atentos poderão dizer que ondula, mas eu não). Grita todo ao mesmo tempo porque não está sozinho. Poderá estar...
    O mar é o milhão formado por todos os 'uns' - daí um num milhão. Os 'uns' estão sozinhos. O mar não. Isso pode fazer com que os 'uns' também não estejam sozinhos? Não.

   O mar de gente de 'uns' grita todo junto. Está escuro. Há luzes fortes, de várias cores, que passam de vez em quando e cumprem uma qualquer tarefa de iluminação. Amarelas, verdes, vermelhas, azuis...infinidade de efeitos visuais. E o mar de gente de 'uns'? Continua a gritar, agora um pouco mais encadeado.

   O som é alto, o volume é elevado (décibeis acima do perfeito). Os 'uns' estão protegidos contra este aparente problema. Roucos, cegos e agora também surdos, ainda se conseguem mexer.

   Atrasados, chegam ao mar de 'uns' os últimos 'uns' que se regem por um fuso horário diferente. Num golpe de sorte, ainda conseguem encaixar-se nos espaços vazios daquele mar mas, consequentemente, impossibilitam os movimentos fluídos dos 'uns' que chegaram a horas.

    Alheados de tudo isto, os 'uns' continuam no seu mar, porque são um num milhão.

   Sentem que é bom ser um num milhão porque somos tudo e nada. O que é um num milhão? E o que é um milhão sem 'uns' ?

   Há quem imagine os 'uns' como seres semelhantes aos duendes. É um bocadinho diferente.

   Quando somos 'uns' num milhão gritamos sem medo e ninguém nos ouve a voz. Saltamos e ninguém distingue as nossas mãos no ar. Vemos tudo e ninguém nos vê.

   Quando somos um num milhão sentimo-nos fortes só porque a nossa força não é necessária naquele momento. Desejamos eternizar essa sensação. Queremos ficar para sempre ali,onde ninguém nos pede nada e só recebemos.

   Tudo é possível só pelo simples facto de não ter que se tornar realidade.

   Cantamos porque o palco está à nossa frente e temos a certeza que, naquele dia, não o pisaremos.

  
O que é que significa ser um num milhão?





 
Não sei.."But yes, I'm still running"


Todo este ambiente de concerto de música porque estou ressabiada de não ter ido ver os U2 xP

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sexta-feira, 1 de outubro de 2010

" Como regra geral, nos cruzamentos e entroncamentos estabeleceu-se a primazia do direito de prioridade aos condutores de veículos que se apresentem pela direita. Não será assim nos casos em que:

   - Haja ordem do agente regulador do trânsito em contrário;

   - Haja sinalização em contrário;

   - Se apresentem pela direita condutores de velocípedes, de veículos de tracção animal ou de animais. "



APROVADA NO CÓDIGO COM 0 RESPOSTAS ERRADAS!



Agora só falta mesmo a condução x)



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