sábado, 19 de novembro de 2011

O sol era forte mas não queimava. Brilhava e iluminava a rua, lá fora. Eu aproximei-me da janela para sentir aquela manhã fresca. Queria compensar a noite gelada que passei em claro. De manhã, as coisas são sempre mais fáceis e eu ia à procura de uma calma solução matinal. Saí de casa. Percebi que fiz bem em ir passar o fim de semana fora, a um sítio totalmente desconhecido. Ruas novas (mas tão familiares), caras estranhas (mas tão parecidas a algumas que vi em tempos). Não havia ninguém cá fora, ainda era cedo. A manhã fresca invadia-me a cara, refrescava-me os pensamentos. Arrependi-me de tudo o que não disse, quis corrigir tudo o que disse mal. Agradeci os momentos em que disse tudo. Quis repeti-los e sabia que isso não era possível. Não faz mal, vou antes deitar-me no chão, ao pé daquela árvore. As pontas da minha camisola abanam com a brisa. Desenham linhas invisíveis no ar que escrevem a minha história. Do que eu me esqueci... Ficou tudo lá atrás. O nó na garganta vai-se desatando enquanto passamos do meio-dia. Encosto-me ao tronco da árvore, reclino a cabeça. Páro o tempo, lembro-me de ti, dou-te a mão. Digo obrigada e vejo aquele filme outra vez. Fecho a janela e perco a noção do espaço. Espero infinitamente. A luz da manhã nunca desaparece se tivermos o cuidado de a manter connosco. Soletro as palavras que ouvi por acaso. Aproprio-me do que não é meu. Fico com frio porque já é noite. Passaram séculos e continuo aqui. Na esperança que seja hoje. Na esperança que não seja amanhã. Tudo o que faz sentido vem depois. Este fim de semana não acaba. É meu para sempre. Conta-me histórias que sejam uma mentira. Só tu me sabes enganar. Ponho o telemóvel no silêncio para ele não tocar alto; não quero os vossos olhares reprovadores sobre mim. Diz qualquer coisa, escreve-me uma carta, tira-me uma fotografia. Se fosse tudo tão fácil como o teu sorriso... Compro terras de ninguém e agora são minhas. Assinei o termo de propriedade. Falsifiquei uma assinatura mas isso ninguém sabe. Não contes. Mas conta comigo. Porque é que tornaram o açúcar amargo? Vontade de gritar. E esta insónia que não passa. Está decidido: vou passar o próximo fim de semana fora.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Rally Tascas FCSH
27/10/2011



É isto que fica da vida universitária :')

CC, somos lindos! ^^

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