Ter ideias. Criar algo novo (ou algo que toda a gente pense que é novo). Dar à luz o que estava na escuridão. Parece fácil, até podemos pensar que é algo que fazemos todos os dias, inconscientemente. Mas, na verdade, pode ser uma tarefa complicada. Ler alguns conselhos é um bom início, mas e depois? E depois, quando estamos por nossa conta? Quando temos a obrigação da liberdade de criação? Há bloqueios e censuras. Um lápis azul mental.
Hum, talvez este não seja um bom caminho.
Hum, talvez mais tarde venha uma ideia melhor.
E assim nada se cria, mas também nada se transforma (que se coloquem as devidas aspas). Ficamos num vazio de criação, no limbo do nascimento.
As ideias não deviam ser sujeitas a avaliações. Deviam ser só ideias, uma categoria especial isenta de controlo e de apreciação. Não deviam pagar impostos e taxas e essas coisas. Deviam fazer livremente o percurso do coração para a mente, da mente para a mão, da mão para a caneta, da caneta para o papel e do papel para esse sítio em que estás a pensar.
Resta dizer: "Que boa ideia!" (agora com aspas a sério, porque não importa tanto).
Sem comentários:
Enviar um comentário