domingo, 9 de janeiro de 2011



" (...) why don't you say so...

Just say so... (...) "

John Mayer - Heartbreak Warfare



   Entre tantas formas de expressão, acho que a verbal continua a ser a melhor. Que se deixem de parte condicionalismos físicos, sociais ou históricos (os quais, de facto, existem), que se abstenham as restantes formas de comunicação (apropriadas a certos momentos, mas não neste caso). Não ignorando todas as variadas formas que, hoje em dia, podemos utilizar para nos expressarmos (até a que uso agora, a escrita), penso que aquela que inclui uma palavra dita é digna de mais importância. Merece uma consideração especial.

   Posso escrever uma mensagem,um email, um comentário no Facebook, uma carta, um post. Posso usar uma expressão facial, gestual.  É verdade, eu posso fazer tudo isto. Posso fazer aquilo que me apetecer, mas, mesmo podendo fazer tudo isto, aquilo que interessa realmente fazer é dizer alguma coisa.

   Pronunciar as palavras. Dizê-las em voz alta e bem projectada. Não gaguejar. Escolher mentalmente as sílabas mais apropriadas mas, no fim, verbalizá-las. Criar ondas sonoras que vagueiem pelo raio de distância que consigam alcançar. Dar à luz décibeis. Utilizar a imensidão de formas verbais disponíveis: falar, gritar, sussurrar, murmurar, pronunciar, dizer, etc., e conjugá-las nos modos verbais que conhecer (evitando, talvez, os mais-que-perfeitos, sempre vulneráveis a bacoradas na gramática - não seria de esperar outra coisa vinda da mais-que-perfeição...).

Blá blá blá
Blá blá blá
Blá blá blá

   Enfim, que se fale. Que se fale até que seja possível ver palavras a passearem pela rua, de mãos dadas umas às outras. Que quem tenha alguma coisa para dizer, que o diga, ao invés de guardá-lo numa caixa de música bonita, mas que ninguém consegue ouvir se não se expressar: o coração. Heartbreak Warefare.


Falem muito e, de preferência, digam coisas bonitas ;)

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